Equilíbrio 18 de agosto de 2015 Tags: ,
Por Ane

A violência virou um produto. Todos os dias assistimos cenas violentas na televisão, nas ruas… Ouvimos histórias…

Não podemos negar que a sociedade, de modo geral, vive um momento tumultuado. Mas na maioria das vezes a violência se apresenta enquanto um fenômeno exterior a nós, quando resvalamos nela é no papel de “vítima”.

Quase não paramos para pensar na violência que perpetramos dia após dia. Não tem como fugir! Somos violentas/os no nosso cotidiano, de diversas formas, e só poderemos fazer algo a respeito quando encaramos este fato de frente.

“Mas eu sou tão bacana, não sei como posso ser violenta/o com as pessoas!!”. Você pode ser sim! E provavelmente é! Eu sei que quando a gente se despe de pudores e se encara, podemos não gostar do que vemos refletido no espelho, mas esse exercício é fundamental para a transformação (que já adianto para todas/os: é gradual e requer muita paciência consigo mesma/o).

Sugiro que cada um/a responda mentalmente as seguintes perguntas:

De que forma eu sou violento/a?

Quais são os efeitos desses comportamentos violentos na minha vida?

Como eu costumo justificar esses comportamentos violentos?

 

Responder essas perguntas pode ser o primeiro passo para pensarmos sobre como estamos agindo. Alguns relacionamentos podem estar passando problemas devido atitudes nossas sobre as quais não paramos para pensar sobre as consequências que trazem. Podemos ser violentos/as com as palavras, com olhares…

Outra coisa bem comum é sempre termos uma justificativa para que fazemos: “Não, eu só fiz isso porque fulano fez aquilo!”, mas será que o isso realmente tem a ver com o aquilo? O que acontece é que muitas vezes nossa resposta a algo que nos deixou com raiva ou chateados/as não tem nada a ver com a nossa real necessidade.

Para mim foi (e é) muito importante ter consciência dessas pequenas violências que estão em cada um/a de nós. Esse exercício me acompanha e sempre que dou uma escorregada procuro refletir sobre novas formas possíveis de agir.

E vocês? Já tinham pensado sobre isso?