Equilíbrio 9 de setembro de 2015 Tags: ,
Por Ane

 

fichas caem

Quando nos damos conta de que nossa busca por uma vida mais cheia de sentido e equilíbrio começou? Quando percebemos que passar a vida no piloto automático não mais nos satisfaz?

Cada um tem um tempo, uma forma de perceber o mundo… Para alguns esse dia talvez nunca chegue… Para outros a jornada começa bem cedo. Para mim de certa forma começou na adolescência quando tive certeza de que queria fazer alguma diferença no mundo… Comecei pelo caminho “tradicional”, fiz um curso de graduação (ciências sociais) que me permitiu aprofundar alguns questionamentos que sempre tive. Por outro lado, sempre fui muito “prática” –  por ter vivido uma infância que embora nunca tenha faltado afeto, tenha passado por uns bons sufocos financeiros – e a questão “como me sustentarei em São Paulo depois da graduação?” sempre esteve na minha cabeça.

Ao terminar a graduação, comecei o mestrado em Antropologia Social e por um tempo vivi com o dinheiro da bolsa. Como eu não sabia se passaria no mestrado, ao mesmo tempo prestei um concurso público, de nível médio, para o Ministério Público do Estado de São Paulo. Na metade do mestrado fui chamada para assumir o cargo. Titubiei por um momento, mas meu lado prático não poderia deixar aquela oportunidade de estabilidade passar.

Assumi o cargo em setembro de 2012, fui trabalhar como oficial numa promotoria de infância e juventude. Encontrei pessoas com as quais não me identifiquei. Pude ver o que a suposta estabilidade pode fazer com a gente. Como a rotina e a falta de perspectiva podem reverberar no nosso caminhar e na nossa forma de se relacionar com o mundo e com o/a outro/a. Como a acomodação pode nos transformar em algo que nunca imaginaríamos em nossa juventude. As histórias e vidas que dependiam do nosso trabalho não tinham valor para a maioria das pessoas que estavam ali. Era um trabalho triste. E a forma como ele era feito ia contra tudo o que eu acredito.

Mas também foi muito importante. Foi ali que comecei a me questionar: “Ok, tenho 25 anos e estou num cargo público. Ganho o suficiente para começar uma vida. Acontece que esse trabalho não faz sentido para mim. Era aqui que eu queria estar? Aos 25 não querer mais arriscar?”. Se eu estava acovardada assim naquele momento, imagine com o passar dos anos? E olhar para as pessoas que trabalhavam comigo, não ajudava em nada.

A vida é mesmo cheia de surpresas e, se estamos atentos/as, de oportunidades… Em dezembro de 2012, meu companheiro, que estava a procura de emprego, viu o anúncio de uma vaga para trabalhar numa ONG no Capão Redondo, num projeto sobre a questão de gênero e direitos sexuais e reprodutivos com jovens moradoras da região, e me mostrou. Aquilo fazia sentido! Mandei meu currículo com o coração aos pulos. Fui chamada para entrevista e consegui a vaga!

Mas e agora? Largar a “estabilidade” de um cargo público e me jogar num projeto que duraria um ano? Mais uma vez meu lado prático entraria em ação e encheria minha cabeça de “nóias”: O que você vai fazer depois? Esse emprego vai durar o tempo que falta para terminar o mestrado. Você será mestre e desempregada… Pedi um tempo para pensar. Ponderei o tinha que ponderar e resolvi me dar uma chance. Pedi exoneração no cargo público. Os/as “colegas” de repartição não acreditaram, disseram que foi a passagem mais rápida que já haviam visto (no total trabalhei três meses). Naquele momento minha busca pela vida que almejo começou de maneira mais consciente.



Feminismo 31 de agosto de 2015 Tags: , ,
Por Ane

femismo

Já li muitos textos sobre este assunto. Textos fodas! Daqueles que explicam por A+B porque precisamos fazer do feminismo uma prática diária. Ainda assim muitos/as insistem em não entender e achar que isso é coisa de “mulher histérica e mal amada…” (sem comentários).

Nós, todos nós –  mulheres, homens, crianças, cachorro, papagaio e periquito – precisamos do feminismo SIM!!!

Precisamos porque ainda hoje as mulheres ganham menos exercendo a mesma função que um homem  e muitas vezes com um grau de escolaridade maior.

Precisamos porque todos os dias mulheres são espancadas por conta dos estereótipos de gênero construídos na nossa sociedade.

Precisamos porque 70% das mulheres que morrem assassinadas são vítimas de seus “companheiros” ou “ex-companheiros”.

Precisamos porque vivemos numa sociedade na qual é “normal” intimidar, perseguir e amedrontar uma mulher com bilhetes, flores e cartas alegando que “está apaixonado”.

Precisamos porque muitas vezes não somos companheiras das outras mulheres e as julgamos de forma machista.

Precisamos porque temos medo de voltar sozinha para casa a noite. Temos muito medo de estupro.

Precisamos porque como mães nos fazem acreditar que nunca damos conta do recado, quando muitas vezes cuidamos de nossas/os filhas/os sozinhas, sob o rótulo de “mãe solteira”.

Precisamos porque nos cobram uma dupla jornada de trabalho e ainda temos que estar lindas, magras, maquiadas e bem humoradas.

Precisamos porque não temos nossos direitos sexuais e reprodutivos garantidos.

Precisamos porque grande parte dos meninos são educados para serem uns “babacas” reprodutores essas violências de várias maneiras.

Precisamos porque qualquer pessoa que não se encaixe nesses padrões pré-estabelecidos será julgada.

Precisamos porque muitos estereótipos opressores estão arraigados em nossa carne e é um aprendizado cotidiano problematiza-los.

Precisamos por mais um milhão de motivos.

Ache o seu motivo. Compartilhe. Todos nós precisamos do feminismo. O feminismo, da forma como eu acredito e vivencio, não é contra os homens, é contra o machismo e a opressão. E nessa luta, todas/os são bem vindas/os.

 



Decoração 25 de agosto de 2015 Tags: ,
Por Ane

Tenho muita vontade de voltar a morar numa cidade menor. Quando eu era mais nova queria muito vir para São Paulo (morei no Guarujá –litoral do estado –  até meus 18 anos). A impressão que eu tinha era que TUDO acontecia aqui e que eu sempre ia estar por fora das novidades e das oportunidades se continuasse por lá…  Além do fato de que fazer graduação na Universidade de São Paulo (usp) era uma obsessão (coitadas/os das/os meus colegas de ensino médio… deviam me achar uma doida).

Pois bem… Aqui estou desde 2006. Nove anos! Passa rápido! E minha relação com a cidade de São Paulo mudou um pouco. Ainda gosto muito daqui, principalmente pela programação cultural, entretanto é uma cidade que exige muito da gente. As distâncias são longas, o transporte público é “daquele jeito”, o custo de vida é bem elevado… Enfim, está nos meus planos de médio prazo me mudar para um lugar mais pacato (mas que também não seja tão longe daqui, quero vir aproveitar as programações do final de semana) e morar numa casinha.

Enquanto esse tempo não chega fico só buscando inspiração no Pinterest. E hoje divido algumas com vocês:

post decor1

Imagina tomar café da manhã nessa varanda?

post decor2

Área externa inspiradora… <3

post decor 3

Já posso me mudar?

post decor 4

Acho muito legal ambiente amplos, sem muito cacareco

As fotos podem ser encontradas aqui, aqui, aqui e aqui

 

 



Equilíbrio 18 de agosto de 2015 Tags: ,
Por Ane

A violência virou um produto. Todos os dias assistimos cenas violentas na televisão, nas ruas… Ouvimos histórias…

Não podemos negar que a sociedade, de modo geral, vive um momento tumultuado. Mas na maioria das vezes a violência se apresenta enquanto um fenômeno exterior a nós, quando resvalamos nela é no papel de “vítima”.

Quase não paramos para pensar na violência que perpetramos dia após dia. Não tem como fugir! Somos violentas/os no nosso cotidiano, de diversas formas, e só poderemos fazer algo a respeito quando encaramos este fato de frente.

“Mas eu sou tão bacana, não sei como posso ser violenta/o com as pessoas!!”. Você pode ser sim! E provavelmente é! Eu sei que quando a gente se despe de pudores e se encara, podemos não gostar do que vemos refletido no espelho, mas esse exercício é fundamental para a transformação (que já adianto para todas/os: é gradual e requer muita paciência consigo mesma/o).

Sugiro que cada um/a responda mentalmente as seguintes perguntas:

De que forma eu sou violento/a?

Quais são os efeitos desses comportamentos violentos na minha vida?

Como eu costumo justificar esses comportamentos violentos?

 

Responder essas perguntas pode ser o primeiro passo para pensarmos sobre como estamos agindo. Alguns relacionamentos podem estar passando problemas devido atitudes nossas sobre as quais não paramos para pensar sobre as consequências que trazem. Podemos ser violentos/as com as palavras, com olhares…

Outra coisa bem comum é sempre termos uma justificativa para que fazemos: “Não, eu só fiz isso porque fulano fez aquilo!”, mas será que o isso realmente tem a ver com o aquilo? O que acontece é que muitas vezes nossa resposta a algo que nos deixou com raiva ou chateados/as não tem nada a ver com a nossa real necessidade.

Para mim foi (e é) muito importante ter consciência dessas pequenas violências que estão em cada um/a de nós. Esse exercício me acompanha e sempre que dou uma escorregada procuro refletir sobre novas formas possíveis de agir.

E vocês? Já tinham pensado sobre isso?



Equilíbrio 23 de julho de 2015 Por Ane

caçamba

Isso sempre é um perrengue! Nunca sabia onde descartar de forma correta as coisas que não estão mais em condições de uso. Como aqui o lema é reaproveitar tudo até o talo, muitos dos nossos móveis e eletrodomésticos são doações de amigos e parentes que não os utilizavam mais. Mas sempre tem uma coisa quebrada e que simplesmente não rola mais, e como fazer para descartá-los de maneira correta e sustentável? Porque ninguém merece esses móveis e eletrodomésticos jogados na rua, não é mesmo?

Pesquisando na internet achei um site muito bom! O ecycle! Nele você pode escolher que tipo de objeto quer descartar (desde absorventes até pneus), o CEP do local onde o objeto se encontra e ele te dá uma lista de endereços de postos de reciclagem e doação que recebem o tal objeto perto do CEP cadastrado! Não é demais?

Só para dar um exemplo, eu fiz uma busca de onde descartar carregador de celular e dei o endereço da minha casa (moro no centro de São Paulo) e no resultado apareceram 156 (isso mesmo! CENTO E CINQUENTA E SEIS) postos num raio de 10 Km do endereço que dei!

Para vocês não dizerem que só apareceu esse número porque coloquei um endereço no centro de São Paulo, testei no meu antigo endereço (no Butantã) e obtive como resultado 103 postos num raio de 10 Km. Para tirar a prova final coloquei o endereço dos meus pais (no Guarujá) e consegui 4 postos. Tudo bem é menos (bem menos), mas são quatro postos! Para quem achava que não existia nenhum…

O site também traz muitas matérias sobre sustentabilidade e conta com uma lojinha.

Outra coisa legal de saber é que a Prefeitura de São Paulo conta com os Ecopontos, que são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis. Nesses espaços existem caçambas distintas para cada tipo de resíduo. Todos os Ecopontos funcionam de segunda à sábado das 6h às 22h e aos domingos e feriados das 6h às 18h. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone 0800-7777156.

Você pode ver a lista completa, com o endereço de todos os Ecopontos da cidade, divididos por região neste link.

Além disso a prefeitura de São Paulo também conta com o serviço chamado Cata-Bagulho uma ação gratuita e realizada em todas as subprefeituras, que tem como objetivo impedir que materiais inservíveis como móveis velhos, eletrodomésticos quebrados, pedaços de madeira e metal, sejam depositados em vias públicas, córregos e terrenos baldios. As operações acontecem todos os sábados, de acordo com a programação das Subprefeituras, cada uma delas é responsável pela programação de dias, vias e horários. Se você quiser descartar algum item inservível, mas sua rua não foi contemplada na última operação Cata-Bagulho, é possível solicitar a Subprefeitura de sua região.

Neste link podemos ver a programação e o  trajeto do Cata-Bagulho em cada subprefeitura durante todo o ano.

Com essas dicas ficou mais fácil descartar os objetos que não servem mais, não é mesmo? Vocês sabem de mais algum serviço legal de coleta? Conta pra gente!

 

 

 



Equilíbrio 17 de julho de 2015 Por Ane

casa

Uma das muitas mudanças que eu queria fazer era a de endereço. Desde quando me mudei para São Paulo em 2006 sempre morei em república, e isso foi ótimo durante um bom tempo, mas chegou um momento em que eu queria ter o meu espaço, para as minhas loucuras e sem ter que me estressar por conta da falta de organização alheia.

Eu e o namorado estamos juntos a um bom tempo e como muitas/os de vocês devem saber, os preços do aluguel em São Paulo (principalmente na região central e na zona oeste) estão “a hora da morte” e é praticamente impossível bancar um apê sozinha, assim, conversamos e decidimos que íamos morar juntos! Encarar o desafio da convivência (e do amor!) diária também era uma vontade nossa.

Mas a aventura estava apenas começando. Demoramos um ano para encontrar um apartamento cujo aluguel coubesse no nosso bolso furado, que tivesse uma localização boa e que não fosse um ovo. Meu primeiro conselho: Tenha CALMA! Pode ser que a procura demore mais tempo do que o previsto (como foi o nosso caso) e isso pode ser desesperador (principalmente quando você quer muito, mas muito sair do lugar onde mora atualmente). Devo confessar que surtei algumas vezes, chorei, me descabelei e nessa horas é preciso um apoio que te traga de volta para realidade.

PROCURE muito! E de várias formas. Há muitos anúncios na internet, mas nada como uma boa camelada pelo bairro no qual você quer morar. Há vários anúncios nas fachadas dos prédios do centro de São Paulo, por exemplo. E é ótimo para você já ir conhecendo o bairro, o movimento de pessoas e veículos, o comércio… Enfim, sentir se você se vê morando naquele lugar. Também pergunte para amigos/as se não sabem de lugares para alugar! Isso pode dar uma boa ajuda!

Outra coisa: na maioria das vezes os/as corretores vão te “sacanear”! Isso é fato! Não sei bem o que acontece, mas não fui bem tratada em quase nenhuma imobiliária que procurei (e tenho vários/as amigos/as que relatam a mesma coisa), como eu procurava um apê barato, deviam achar que “não valia a pena perder tempo” comigo… Quero deixar claro que não tenho nada pessoal contra os/as corretores/as de imóveis, só estou narrando a minha experiência e de pessoas próximas.

Mais uma dica: tenha todos os documentos básicos para a locação arrumados assim que começar a procura. Os bons apartamentos alugam MUITO rápido e quem está com tudo organizado leva vantagem. Não fique triste se tiverem pessoas na frente para alugar o lugar que você achou incrível e que cabe no seu bolso… Isso aconteceu conosco um monte de vezes, e é bem chato, mas pode ter certeza que o apartamento ideal está esperando por você. Mas não desista, enquanto a imobiliária ainda estiver avaliando os documentos dos/as outros interessados/as mantenha-se informada/o sobre o andamento do processo. O apê no qual estamos morando tinha um interessado na nossa frente que acabou não dando certo, mas eu só soube disso porque ligava várias vezes para a moça da imobiliária e pedia que ela me mantivesse a par de tudo.

Faça SEMPRE uma contraproposta. Na maioria das vezes você consegue diminuir o valor do aluguel em pelo menos R$ 200,00.

A nova moda entre o mercado de locação paulista é dificultar ao máximo o uso de fiadores/as para que os locatários/as tenham que pagar o seguro fiança. Tínhamos uma fiadora com um imóvel em São Paulo e com uma aposentadoria OK, mas a imobiliária não aceitou. Muitas imobiliárias estão exigindo fiador/a com dois imóveis na capital, o que é bemmm surreal! Então, tenha uma graninha reservada para o tal seguro. Normalmente fica o dobro do valor do aluguel, esse seguro deve ser pago anualmente! Dinheirinho jogado no ralo mode on.

Procurou, esperou, pechinchou e achou! Preste bastante atenção no contrato, leia tudo direitinho, veja principalmente a parte das multas por quebra de contrato, quem paga caso aconteça algum imprevisto no imóvel, essas coisas. Também preste bastante atenção na vistoria, confira tudo, tudo mesmo. De preferência tire fotos para comprovar em que estado está o imóvel no momento da entrada.

E aí é curtir a mudança e a casa nova! Eu estou curtindo demais o lar que estamos construindo por aqui! =)



Equilíbrio 13 de julho de 2015 Por Ane

Imagem tirada do Pinterest

Foi uma longa gestação. Entre a vontade incipiente, o esboço das primeiras ideias, os recuos, os medos, a procrastinação… A vontade arrebatadora de ter tudo pronto “para ontem”; as urgências diárias que nos engolem (quando deixamos que elas nos engulam)… Enfim, entre tudo isso e mais um pouco lá se foram quase dois anos. Sim! Você leu direito! Quase dois anos para eu estar aqui hoje falando com você.

Durante todo esse processo me senti fraca diversas vezes (caramba, não consigo nem colocar um blog/site no ar?), mas as coisas ficaram mais claras, gostosas e fluidas quando eu entendi que tudo, tudo na vida tem seu tempo de maturação, e que esse tempo nem sempre é o tempo com o qual estamos acostumados/as numa época de whatsapp…

E aqui estou! Com tudo feito com muito carinho e empenho, sem pressa, com calma. Isso não quer dizer que a ideia do Notas esteja acabada… Não! É exatamente ao contrário. O principal objetivo do Notas é que ele seja um espaço para que a gente fale sobre transformação, sobre a busca por uma vida mais criativa, sustentável e igualitária, ou seja, mais bacana! E tudo o que vem junto nesse pacote!

A minha busca começou faz tempo! De maneira um tanto atrapalhada e às vezes até inconsciente. Mas desde 2013 venho tentando reinventar meus hábitos de maneira mais consistente. É um trabalho cotidiano, né? Tem tanta coisa entranhada na nossa carne… E é por isso que eu espero que o Notas também seja um espaço de trocas, no qual a gente possa encontrar pessoas que se apoiem nessa aventura que é o encontro consigo mesmo e a urgência de mudar a realidade ao nosso redor.

Aqui vou falar de muitas coisas, como vocês podem ver pelas sessões aí em cima. Mas acima de tudo, vou falar de algo autêntico e muito poderoso que está por trás de tudo isso: o amor, no seu sentido mais potente: o amor que transforma…

Então, sejam muito bem vindas/os! Entrem, fique a vontade porque aqui é tudo nosso! 😉



Comidinhas 21 de novembro de 2014 Por Ane

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